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agosto 03, 2005

O verdadeiro maçarico

Durante uns tempos o fotómetro da minha máquina fotográfica não dava sinais de vida. À atenção do meu amigo João Espinho: eu tenho uma máquina Yashica TL-Electra do tempo dos Afonsinhos. Diz-te alguma coisa? Pois é a minha velhinha máquina fotográfica, completamente manual, onde tenho de regular as características do rolo, a abertura do diafragma, a distância focal e ainda fazer o rolo avançar, tira fotografias maravilhosas. Não me perguntem como pois o seu manuseador, que sou eu, é um nabo da primeira apanha. De repente o fotómetro funcionou e eu, que já tinha sucumbido às maravilhas da tecnologia (comprei por uma fortuna uma das primeiras máquinas fotográficas digitais, que hoje está tão ultrapassada como a minha velha reflex) não utilizava a dita cuja há mais de ene – este ene é propositado pois não sei mesmos quantos – anos, dizia, eu desatei a tirar fotos. Vai daí, o rolo que lá estava foi o que utilizei. Amanhã, ou para ser mais preciso mais logo, vou por o rolo a revelar. Aposto que nem uma foto sairá boa. Mas se acontecer um milagre postarei aquela que se conseguir ver.

PS. Meu caro João, dá-me aí uma explicação técnica. Pode até ser para o e-mail. Como tu sabes a máquina que referi é de rosca. Tenho algumas lentes de muito boa qualidade, nomeadamente da Zeiss, uma tele-objectiva 70-210 que estreei para fotografar, desde Almada, o célebre incêndio do Chiado, uma grande angular de 28mmm e ainda uma de 50mm. Se eu comprar uma máquina moderna existirá algum adaptador fidedigno, rosca-baioneta, que me permita usar as minhas preciosas lentes?

Publicado por Alves Fernandes às 12:35 AM | Comentários (4)