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junho 30, 2005

Eu gostava de ser governado por políticos

Cada vez mais temos mais competentes. O Sr. Ministro das Finanças é competente. Sabe fazer contas, sabe ler balancetes, conhece contabilidade e tudo sobre o deve e o haver. Sabe que se gastar muito dinheiro tem de recuperar muito dinheiro para não ficar com os bolsos vazios. O Sr. Ministro das Obras Públicas e dos Transportes é competente. Sabe que se precisar fazer uma travessia de um rio pode construir uma ponte, pode construir um túnel, pode-se fazê-lo de barco ou até mesmo a nado. O Sr. Ministro da Saúde é competente. Sabe que se uma pessoa estiver doente tem de se curar senão pode morrer. A Sr.ª Ministra da Educação é competente O Sr. Ministro da Agricultura é competente. Os outros também. Temos um Governo de competentes e temos tido outros governos também repletos de competentes. Principalmente quando ouvimos os competentíssimos analistas económicos, nas rádios e televisões ou os lemos nos jornais, ainda mais nos convencemos que o são. E o que fazem todos estes ministros competentes num Governo? Cooperam com o Sr. Ministro das Finanças para que Portugal tenha as contas certas. Não vá a UE ralhar-nos. Todos, com a sua competência, cuidam muito bem de Portugal. Todos se esquecem é um bocado, talvez mesmo um bocadão, dos Portugueses.

Tens uma linda caixa de cartão cheiinha de bichos-da-seda. Limpas-lhe o pó todos os dias, a tua caixinha está bonita; arrumas sempre a caixinha quando brincas, a tua caixinha não anda ao Deus-dará. És muito competente a tratar da caixa. Ninguém vai ralhar contigo se não a estragares. Ah, é verdade! Não te esqueças de dar folhas de amoreira aos bichos-da-seda, quando não eles morrem. E a caixa, depois, não te serve para nada.

Publicado por Alves Fernandes às 10:28 PM | Comentários (0)

junho 29, 2005

Como se fora Platão

Ela contou-me que ele chegou devagar. Primeiro mandava-lhe flores. Mais tarde convidava-a para passearem junto ao rio. Um dia deu-lhe a mão, que ela não recusou. Durante semanas conversaram sobre a natureza. Quando o crepúsculo se aproximava, contemplavam ambos o pôr-do-sol. Algumas noites falavam da lua, das montanhas que se viam. Tentavam lembrar os lagos, ela que recebia em casa uma revista americana, sabia-os quase todos de cor. Certa noite, ao aproximarem-se da porta de casa dela, ele apertou-a contra o peito e ficou a olhar-lhe os olhos. Quando ela me disse que teve desejos de o beijar, perguntei-lhe porque não o fez. Não me respondeu. Passaram três meses para que no cartão que acompanhava o ramo de flores viesse a esperada palavra. Amo-te. Nesse momento ele alojou-se no seu coração, para nunca mais de lá sair. Foi o último ramo de flores. Só o voltou a ver vários anos depois, quando uns fios de prata se misturavam na cabeça com o outrora castanho claro dos seus cabelos. Trocou a fotografia que estava no interior do peito, mas ele era o mesmo. Só a tinha interrompido, no seu relato, uma vez. Mas não resisti. Ainda o amas? E ela voltou a não me responder.

Publicado por Alves Fernandes às 10:43 PM | Comentários (1)

junho 28, 2005

Hoje,

aqui ao lado, e durante uma semana, Munch, "madona" tirada daqui.

Publicado por Alves Fernandes às 06:48 PM | Comentários (2)

junho 27, 2005

Pouca coisa

Perguntei se me podia sentar. Respondeu-me que sim, e ali fiquei lado a lado com ela no banco do jardim. Impávida, permaneceu calada na sua tarefa de alimentar os pombos. Ía-lhes deitando milho e eles vinham em bando pousar-lhe junto. Alguns comiam-lhe na mão. Depois abrandava e os pombos pareciam fugir saciados. O saco plástico estava ainda meio cheio, mas ela parava. Ficava observando o voo das aves, ora uma, ora outra que vinham catar os últimos bagos entre as frestas da calçada. Os seus olhos, enrugados não me suscitaram lembranças mas tinha um ar sábio. Seria que ela se entretinha todos os dias a fazer o mesmo? Pouca coisa para quem, acho eu, poderia fazer mais e melhor. Queria perguntar-lhe (porque me parecia) o porquê do ar triunfal quando os pombos lhe comiam na mão. Afinal os pombos gostam de milho. Eu não via nada de extraordinário naquilo. Mas não a conhecia e eu sou tímido. Descansado que estava da longa caminhada, do vaivém diário, da azáfama de distribuição de publicidade ao domicílio, levantei-me. Olhei-a de novo nos olhos. Antes de abalar ouvi-a dizer. “Sabe, senhor, os pombos gostam de milho; ficam felizes nem que seja com um grão”.

Publicado por Alves Fernandes às 11:13 PM | Comentários (2)

junho 25, 2005

Começar de novo...

Alguma vontade de recomeçar a publicar as minhas crónicas. Quem sabe um dia eu aceite novo projecto.

Publicado por Alves Fernandes às 12:50 AM | Comentários (0)

junho 23, 2005

Porquê?

Há algumas coisas que fazem parte da minha mobília diária. Da que me acompanha na rua, no carro, no café, no supermercado, no emprego (bom no emprego não, porque já não tenho), na praia, nas caminhadas no parque da Paz, nas visitas aos familiares, nos jantares de amigos, na casa de banho também não, pelo menos parte dela, nas exposições, na meia-maratona de Lisboa, na pesca, em funerais, nos estádios, nos baptizados e casamentos, nos concertos e outros espectáculos musicais, nas viagens, no cinema também não porque está quase tudo às escuras e as pipocas não me deixam, na lavandaria, no restaurante. O telemóvel, o BI, uma gravata (esta só nas reuniões e no porta-luvas do carro), a esferográfica, um pequeno livrinho de capa preta formato de bolso e pautado e uma máquina fotográfica. Só não percebo porque é que não consigo tirar fotografias de jeito.

Publicado por Alves Fernandes às 10:53 PM | Comentários (1)

junho 21, 2005

Dezanove de Março

Não conseguia prestar atenção às notícias do jornal que lia, sentado naquela esplanada com vista para o parque infantil. Há alguns minutos que não tirava os olhos daquela menina. Teria uns cinco anos, não mais, mas o seu rosto parecia-lhe familiar. Tinha a certeza que nunca a tinha visto antes, pois era a primeira vez que tomava um café naquele estabelecimento, onde estava de passagem, fazendo tempo para uma entrevista. Mas um rosto como aquele não poderia ser apenas uma percepção do olhar. Teria de haver algo mais. Abriu a carteira e lá estava ele, fardado, de mão dada com uma mulher. Tinha sido sua namorada na Bósnia quando em missão. Tinha sido a sua paixão, a sua amante, o seu amor. Olhou bem o rosto da foto e imaginou-a menina. A mesma que brincava no parque infantil. Levantou-se decidido na tentativa de a abordar. Enquanto pagava o café e a água do Luso, um homem, um outro homem, aproximou-se da criança, deu-lhe um beijo, pegou-lhe na mão e levou-a. Falaram estrangeiro, numa língua que não lhe era estranha, mas onde apenas conseguiu entender a palavra, pai.

Publicado por Alves Fernandes às 10:09 PM | Comentários (3)

junho 20, 2005

Despenteada

Quando a viu sair na porta dos passageiros, o seu coração diminui o ritmo. Estava tenso, não tinha a certeza se ela teria embarcado. Tinha jurado que não iria ter nada com ela. Aliás isso era já ponto assente entre os dois, visto que a condição de ambos não o permitia. Ela casada, ele noivo. Tinham acordado que ele seria o seu primeiro cicerone pela cidade, mostrar-lhe-ía os novos estádios, uma das suas grandes paixões, o novo parque da cidade, a maravilhosa vista para o rio e depois aquele que era para ele o mais lindo pôr-do-sol do mundo. Se se proporcionasse, pois esta parte da mini viagem encerrava algo de romântico que não estava no contrato. Tomaram uma cerveja na esplanada. O dia estava ameno e serviu de pretexto para descontraírem. Como quase sempre serve, falar sobre o estado do tempo. Combinaram que os negócios ficariam para o dia seguinte e que o melhor seria ele deixá-la no hotel. Tomaria um bom banho, descansaria um pouco da viagem e pediria que lhe levassem o jantar ao quarto. Amanhã assentariam ideias. Subiram ambos, mudos no elevador. Mal a porta do quarto se fechou atrás deles, ele começou a despenteá-la.

Publicado por Alves Fernandes às 11:15 PM | Comentários (6)

junho 18, 2005

As notícias

No Telejornal das 20:00 de hoje na RTP, passou uma peça sobre uma manifestação em Lisboa que começou assim: “Hoje milhares de pessoas manifestaram-se em Lisboa contra a criminalidade” (fim de citação). Na peça os manifestantes de extrema-direita cantaram o Hino Nacional fazendo a saudação nazi. Contra a criminalidade?

Publicado por Alves Fernandes às 08:14 PM | Comentários (5)

junho 16, 2005

Um aparte

Escreveu hoje no JN, o Francisco José Viegas (FJV), um razoável artigo sobre a Rita Barata Silvério autora do blog (e do livro) Rititi. Citou blogs de outras mulheres, por acaso algumas que eu leio e também por acaso algumas que eu gosto. Mas o artigo não é ingénuo. O artigo não é apenas um elogio à Rititi, à sua escrita ao seu modo desabrido de dizer as coisas. A Rititi é já minha “amiga” virtual. Escrevi-o no PreDatado muito antes deste artigo do FJV pelo que estou à vontade para tecer considerações. O artigo mesmo que elogiado pelo Altino não dispensou de posicionar politicamente a Rititi “…politicamente á Direita”. Com D maiúsculo para não passar despercebido. Como se isso fosse um realce importante na sua escrita. Quando se escrevem caralhadas (não é uma crítica Rita, parto-me a rir com as mesmas sem me preocupar se és de esquerda ou direita quando chamas puta à vizinha do 5º andar ou quando mandas apanhar no cú o cão da dita), pouco importa se se é de direita ou de esquerda. E a questão fundamental é que a Rita escreve bem. E não escreve bem não só por ser gaja ou por dar pontapés nos tomates dos machos. Escreve bem porque sim. Há quem nasça talhada(o) para escrever bem e a Rita é uma dessas. Mesmo com este aparte acho que vale a pena ler o artigo do FJV, mas principalmente vale a pena ler a Rititi.

PS. No artigo FJV também escreve Esquerda com maiúscula. Para enquadrar no “… alto moralismo da Esquerda”. O realce também não é ingénuo.

Publicado por Alves Fernandes às 07:14 PM | Comentários (1)

junho 15, 2005

Blogs e pessoas banais

Minha amiga Ana. Deixa-me fazer uso deste teu post,

Ao que isto chegou

Sou uma mulher banal e tenho um blog”,

para desenvolver algumas ideias. Bem sei que é um tema forte para a elaboração de uma tese mas, reconheço, não tenho engenho para tanto.

Tomo a liberdade de substituir, na frase, a palavra mulher por pessoa, a fim de não subestimar um homem banal que tenha um blog ou, se se preferir, abranger todo o universo dos proprietários de um blog.

A maioria, larguíssima maioria ouso afirmar, dos blogs pertencem a pessoas banais. Como a Ana ou como eu. Por melhor que uma pessoa banal escreva, por mais interessante que sejam os temas abordados, o seu blog nunca será um blog de elite ou, como hoje se convencionou chamar, um blog de referência. Ninguém banal é referência para ninguém.

Algumas, “por actos valorosos se vão da lei da morte libertando”. Poucas, porém. Muitos dos actos valorosos na escrita (neste caso, na escrita interactiva de que os blogs são um paradigma) nunca são reconhecidos como tal. O que falta então?

Nos nossos dias falta, efectivamente, a teia. Algumas já tinham essa teia construída antes de criarem os blogs. As moscas caem lá, direitas. Ficam enredadas mas, mesmo assim, não deixam de dizer às outras moscas que aquilo é bom. Bajulam a aranha e tentam tirar proveitos. Os vários fios que constituem essa teia cumprem o seu papel. Unem-se, fortalecem-se e capturam cada vez mais moscas. Algumas outras passam a ser fios dessas teias. Conhecem a aranha ou passam a fazer parte do grupo das que conhecem a aranha. E vão somando fios, não muitos, porque as teias querem-se fortes e coesas mas, teia é teia, mosca é mosca.

Quem não tem arte (ou sorte) para se constituir fio da teia limita-se a ser mosca. E juntam-se em bando a correrem direitas às teias, seja em forma de lançamento de um livro a partir de um blog, seja a publicitar, isto é, a referir teia aqui, aranha acolá, como sendo um desígnio bloguístico termos, nós as pessoas banais, de ser as moscas que alimentam a aranha. Caímos na teia e nunca passamos de banais.

Há porém, pessoas banais, que passam à condição de não banais sem necessidade de alimentar a aranha. Como disse atrás e repito, poucas porém. Essas são as que nos fazem sentir bem por sermos mosca. Não a mosca que alimenta a aranha caindo na sua teia. Porque aí não há aranha nem há teia. Fazemos-lhes, desinteressadamente, a vénia e ainda tememos por não sabermos como vão acabar.

Agora eu. Nem ressentido, nem ressabiado, apenas observador do fenómeno e também protagonista do mesmo, em papel secundário ou, para ser mais preciso, como figurante sinto um orgulho tremendo por não ser fio de nenhuma teia e de não me dar a comer às aranhas. Uma pessoa banal que gosta de ser banal e de ter um blog. E, para não ser um chato, fico-me por aqui.

Publicado por Alves Fernandes às 11:50 PM | Comentários (5)

junho 07, 2005

O espírito de contradição ou a acre atitude face à aberração sorveteira.

A blogosfera tornou-se para mim um vício. Hoje estou “agarrado” a coisas bonitas. Cada vez mais selectivo, cada vez leio mais de menos. Quero eu dizer que há gente a escrever textos tão bonitos que me tornam impotente para os comentar. Depois dá-me uma vontade enorme de lhes retribuir os momentos de prazer. Foi o que se passou por exemplo ontem e que reflecti no meu post e, foi o que se passou hoje ao ler o delicioso texto sobre gelados da Madalena. Cá vai o meu comentário ao teu post, minha linda amiga.

Escolho sempre amêndoa ou noz. Sempre sem bolacha.
Gosto do de saborear um sabor único, sem misturas.
Se houvesse gelado com sabor a cozido à portuguesa faria dele o meu ritual.
Numa tarde de calor, rezo para que venha depressa a nova Primavera. O calor derrete-me e eu próprio me sinto um gelado sem cliente.
Compro os meus gelados de amêndoa ou noz numa gelataria. De preferência em taça de vidro. Tirar um papel de gelado arrepia-me. Sentir o gelado a escorrer-me na mão nauseia-me.
Se por acaso sou obrigado a comer um gelado de pauzinho ou cone mordo-o, devoro-o, despacho-o (antes que me escorra nas mãos).
Quando por vezes o vil pecado da gula me atormenta, passo-lhe a língua para me deliciar com os sabores. Depois rezo três ave-marias e peço perdão.
Quando a mudança de temperatura se reflecte na pele, fico tipo galinha depenada. Sinto-me um churrasco. Ou pior, um fricassé.
Os lábios tornam-se mais avermelhados, encortiçados, impróprios para um beijo.
Fecho os olhos para não ver em quem vou acertar com o resto do sorvete. Estou farto!
A língua gelada torna-se a mente que comanda todo o meu corpo. É verdade, sinto-me como se me estivesse a lamber a mim próprio. Preciso urgentemente de um banho.
Se tenho o desplante de repetir este ritual mais de uma vez por mês, marco consulta imediata no meu psicólogo.
Durante esses minutos – o da marcação da consulta – só espero que os meus neurónios não congelem.

Publicado por Alves Fernandes às 11:14 PM | Comentários (12)

junho 06, 2005

Como se fosse um comentário

Ensaio escrever em versos como tu
Desejos, prazeres, sentimentos, emoções,
E nada sai do bico gasto da caneta.

Tem de se ter uma alma mui dilecta
Sentir no corpo, toda a hora, mil tesões
E deixar transparecer o corpo nu.

E por isso, não direi falta de engenho,
Abandono de tágide feita musa,
Modéstia de escritor principiante.

Quando te leio, penso sempre a cada instante
Que o que me falta a mim nem é a tusa
É sentir essas paixões de quão tamanho.


A Encadescente não tem caixa de comentários, portanto, torna-se para mim difícil dizer o quanto sou um fã daquilo que ela escreve. Deixo-lhe as parcas linhas supra como se fosse um comentário à sua poesia.

Publicado por Alves Fernandes às 05:52 PM | Comentários (4)

junho 02, 2005

Não aguento mais

Deixem-me dizer-vos uma coisinha que pensando bem talvez não seja novidade. Todos os que me lêem já devem ter percebido que sou uma pessoa de esquerda, pese embora, normalmente a direita, estar sempre a questionar essa coisa de esquerda e direita. Eu não questiono, sei o que é a esquerda, sei onde me situo e não dou mais para esse peditório.
Não é pois de estranhar que nutra simpatia pelos partidos de esquerda, pelo PS, pelo PC e pelo Bloco. Pois bem, o actual Partido Socialista está, sob o ponto de vista conceptual, a defraudar-me completamente. A direita em três anos de governo fez dezenas de asneiras. Já Cavaco nos seus dez anos também o fez. Não vale a pena fazer o relambório das ditas, uma vez que o voto popular já fez o seu julgamento. E desse julgamento eu, apesar de não ter votado no PS, tenho de confessar que fiquei feliz com o veredicto. A vitória do PS nas últimas eleições deu-me gozo e transmitiu-me esperança. Mas hoje, longe de gritar aos quatro ventos, volta Durão, estás perdoado, tenho vontade de gritar, Sócrates vai-te embora por favor, deixa-nos respirar!

Publicado por Alves Fernandes às 08:25 PM | Comentários (6)

junho 01, 2005

O meu babyblog

Não me lembro se quando era pequeno já havia o dia mundial da criança. Talvez sim. O que tenho a certeza era que não havia era o “dia mundial do consumismo para cativar a criança”. Tenho de reconhecer que é fruto dos tempos, vivemos na sociedade de consumo, muitos pais compraram hoje aquele livro infantil que os miúdos não pediram mas que os pais gostaram, outros pegaram nos putos e levaram-nos (uma vez mais, mas hoje é diferente) ao MacDonnalds. Eu já não tenho putos mas tenho duas lindas crianças lá em casa. Para mim são sempre crianças e portanto também todos os dias são dia mundial da criança. Se tiver tempo vou encher-lhes o quarto de balões, de livros para colorir e, à noite, levo-os a comer hamburgers naquele sítio que falei. Se não tiver tempo ou pachorra fica para amanhã. Os meus filhos fazem parte dos meus 365 dia anuais.

Publicado por Alves Fernandes às 03:24 PM | Comentários (3)