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junho 20, 2005
Despenteada
Quando a viu sair na porta dos passageiros, o seu coração diminui o ritmo. Estava tenso, não tinha a certeza se ela teria embarcado. Tinha jurado que não iria ter nada com ela. Aliás isso era já ponto assente entre os dois, visto que a condição de ambos não o permitia. Ela casada, ele noivo. Tinham acordado que ele seria o seu primeiro cicerone pela cidade, mostrar-lhe-ía os novos estádios, uma das suas grandes paixões, o novo parque da cidade, a maravilhosa vista para o rio e depois aquele que era para ele o mais lindo pôr-do-sol do mundo. Se se proporcionasse, pois esta parte da mini viagem encerrava algo de romântico que não estava no contrato. Tomaram uma cerveja na esplanada. O dia estava ameno e serviu de pretexto para descontraírem. Como quase sempre serve, falar sobre o estado do tempo. Combinaram que os negócios ficariam para o dia seguinte e que o melhor seria ele deixá-la no hotel. Tomaria um bom banho, descansaria um pouco da viagem e pediria que lhe levassem o jantar ao quarto. Amanhã assentariam ideias. Subiram ambos, mudos no elevador. Mal a porta do quarto se fechou atrás deles, ele começou a despenteá-la.
Publicado por Alves Fernandes às junho 20, 2005 11:15 PM
Comentários
I like this.
Publicado por: mad em junho 21, 2005 02:09 PM
:) muito bem.
Publicado por: panamá em junho 21, 2005 04:22 PM
Tem qualquer coisa de familiar, esta história. ;)
Publicado por: rita em junho 21, 2005 07:28 PM
Isto é bom!
Publicado por: nikonman em junho 21, 2005 08:00 PM
Será do calor ..do solístco....
No fim do dia seguinte é que deixa de ter graça:)Conte lá como se despediram??!!:))Já agora !
Publicado por: annie hall em junho 22, 2005 11:49 AM
solstício...mandaram-me dizer que tinha escrito mal:)
Publicado por: annie hall em junho 22, 2005 05:07 PM