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junho 06, 2005
Como se fosse um comentário
Ensaio escrever em versos como tu
Desejos, prazeres, sentimentos, emoções,
E nada sai do bico gasto da caneta.
Tem de se ter uma alma mui dilecta
Sentir no corpo, toda a hora, mil tesões
E deixar transparecer o corpo nu.
E por isso, não direi falta de engenho,
Abandono de tágide feita musa,
Modéstia de escritor principiante.
Quando te leio, penso sempre a cada instante
Que o que me falta a mim nem é a tusa
É sentir essas paixões de quão tamanho.
A Encadescente não tem caixa de comentários, portanto, torna-se para mim difícil dizer o quanto sou um fã daquilo que ela escreve. Deixo-lhe as parcas linhas supra como se fosse um comentário à sua poesia.
Publicado por Alves Fernandes às junho 6, 2005 05:52 PM
Comentários
Para uma grande mulher como ela um elogio como o teu deve ser como uma rosa que se recebe.
MAravilhoso o que escreveste.
Beijo.
Publicado por: mad em junho 6, 2005 07:12 PM
buraco de ozono
golpe de mestre
a ponta de aço certeira
na garganta
de lado
no tecido mais mole
misericórdia
(para não sofrer depois)
o sangue transborda
o jorro
o buraco feito pela mesma ponta de aço
olhos diáfanos
não sentem a dor
o momento de furar a pele
um segundo
espetar, enterrar, cravar
o momento anterior
a vida
os olhos postos depostos
sossegados
o peito ruborizado e viscoso
adormece o corpo mole
o momento
um segundo
tomba o corpo amolecido
e os olhos
turvos
turvam definitivamente a vida
desculpa! mas nem sempre se pode ser amável...
Publicado por: amarelo em junho 6, 2005 07:36 PM
Mad, obrigado pelo maravilhoso. Um beijo também para ti.
___
amarelo, nem achei antipático; talvez um pouco mórbido.
Publicado por: Alves Fernandes (Pre para @s amig@s) em junho 6, 2005 07:47 PM
Obrigada Alves.Gostei do poema/rosa como a Mad lhe chamou.
Obrigada mesmo
Publicado por: encandescente em junho 7, 2005 10:11 AM