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maio 20, 2005
Ainda sem opinião
Vai na blogosfera uma intensa discussão sobre um artigo publicado no Expresso da semana passada acerca da educação sexual nas escolas. Quando interessa, a determinados sectores, tudo o que os senhores jornalistas escrevem não sofre contestação. Ao contrário, ao sector oposto, tudo não passa de uma deturpação da verdadeira realidade. Eu não conheço o tema, mas vou dar como bom o que o senhor jornalista, que fez o artigo, descreveu. Vem-me assim ao pensamento, que aquilo que hoje é contestado pelos papás e mamãs que se pronunciam contra a tal “educação sexual” e os moldes como é ensinado, à minha ideia, repito, eu que sou um velho rezingão, é que isso não passa de fogo de artifício, apenas para marcarem uma posição moralista, talvez muito similar á que condenou Sócrates vários séculos antes de Cristo nascer. Uma moral de há muitos, muitos séculos atrás. Ou estudaram todos em colégios de freiras e seminários ou, se estudaram, como eu, em escolas públicas, essas mesmas em que estão a pensar, as de Salazar, Marcelo, Hermano Saraiva ou Veiga Simão, estão todos a armar ao pingarelho. Sim porque quando eu tinha dez anos de idade (ou menos) já sabia bem o que era uma punheta ou um broche. E os únicos meninos que vinham de França não eram os que a cegonha trazia no bico mas sim os filhos dos emigrantes. Só que para aprender isso, não era com “educação sexual” na escola. Era na escola da vida, da rua, do pátio do recreio, ou malandrecamente insinuado aos professores de ciências naturais ou aos padres de religião e moral. É melhor? Se for melhor, então está bem, se for igual, então também está bem, se for pior, avancemos!
Publicado por Alves Fernandes às maio 20, 2005 07:02 PM
Comentários
Tenho cá para mim que educaste os teus filhos de outra forma...estou enganada?
Continuo a dizer: cabe aos pais. Mas quando os pais não educam, que seja a escola: com bom senso e delicadeza. Nem 8 nem 80.
Publicado por: catarina em maio 20, 2005 10:42 PM
Catarina,
Em casa educamos os filhos o melhor que soubemos e pudemos. Já os meus pais, com as limitações da época, o fizeram conosco. Isso não impede que a escola, onde passam normalmente 1/3 das horas do dia, tenha um papel importante. Hei-de escrever algo sobre isso se me der na real gana. Concordo obviamente que o bom senso tem de imperar. O proprio insucesso escolar (e não me digam, por favor, que só o sexo é que mexe com valores, com emoções, etc, porque isso é treta), talvez se deva a muita falata de senso nos próprios programas. Mas isso são outros quinhentos.
Publicado por: Alves Fernandes (Pre para @s amig@s) em maio 21, 2005 03:17 AM
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Publicado por: search engine optimization em junho 15, 2005 02:24 AM