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fevereiro 20, 2005
Sem imaginação para colocar um título
Rapei a escassa barba que me cobria o rosto. Tomei um banho de emoção. Aproximava-se um dos momentos mais importantes da minha vida. Tinha-me levantado mais cedo do que o habitual num dia que por norma deveria levantar-me tarde. Era feriado. Telefonei à minha namorada e perguntei-lhe se estava pronta. Saímos os dois e fomos enfrentar uma fila de muitos metros e de algumas horas. Nunca uma fila de espera me deixou tão excitado. Pouco importava, haveria de chegar a minha vez. Na cabine peguei no boletim e li, um a um, o nome dos partidos. Olhei os símbolos impressos, sem pressas. Tremi no momento de colocar a cruz. Era a minha primeira vez, foi há 30 anos.
Hoje preparo-me para fazer a barba mas não irei só com a minha namorada. Há dois frutos do eterno amor que nos acompanharão. E votarão também.
Que a mão não nos trema.
Publicado por Alves Fernandes às fevereiro 20, 2005 11:41 AM
Comentários
Também eu me recordo com emoção da primeira vez. O que tanto que significou na altura. :)
Publicado por: duende em fevereiro 20, 2005 01:45 PM
Um bonito hino à participação democrática na sua verdadeira dimensão humana. Para mim votar sempre foi um momento solene mas de grande orgulho pelo dever/direito cumprido. Independentemente dos resultados que seguissem.
Publicado por: PN em fevereiro 21, 2005 02:40 AM
Que bonito, por isto e tudo o mais, estou cá sempre.
bjs
Publicado por: trilh em fevereiro 21, 2005 09:33 AM
Estava a ver que com as tuas indecisões te esquecias da importância do voto. Mas afinal sempre és o mano mais velho que(com a ajuda do outro mano também) me ensinou o que era democracia.
Publicado por: Mano + novo em fevereiro 21, 2005 11:59 AM