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fevereiro 28, 2005

Amo-te!

Falar dela é extremamente fácil e simultaneamente difícil. E tão mais difícil quanto mais dela se conhece. E eu, talvez seja a pessoa que hoje melhor a conhece. Ela não é só a esposa (sim escrevi esposa) companheira e solidária. Ela não é só a mulher carinhosa e sensível. Ela não é só a amante apaixonada. Ela não é só a mãe cuidadosa, preocupada e conselheira. Ela é tudo isso e é muito mais. É por isso, que a conhecendo tão bem, não posso nem devo escrever muito. Porque hoje este meu texto é só para celebrar o seu aniversário. É apenas para te dizer PARABÉNS, meu amor!

Publicado por Alves Fernandes às 11:43 AM | Comentários (12)

fevereiro 24, 2005

Fartei-me de chorar...

a ler isto.

Publicado por Alves Fernandes às 03:34 PM | Comentários (11)

Memória

Um interessante convite à memória. A colecção de autocolantes que o Papo-Seco tem estado a colar no TóColante.

Publicado por Alves Fernandes às 10:27 AM | Comentários (2)

fevereiro 23, 2005

Le maquereau

ou em português "O Rufião" é um desenho a tinta da china de Pablo Ruiz Picasso, 13,9 x 9 cm e que está exposto no Museu Picasso em Barcelona.

Foi colocado ali ao lado há uns 15 dias subsitituindo um Modgliani que estava antes. Será substituído em breve.

Publicado por Alves Fernandes às 12:59 PM | Comentários (0)

Zeca, eternamente Zeca

Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também


Foi no dia 23 de Fevereiro de 1987 que morreu, em Setúbal, Zeca Afonso. Faz hoje 18 anos.

Publicado por Alves Fernandes às 10:48 AM | Comentários (5)

Hipermercado at sonae dot pt

Belmiro de Azevedo defende que o País deve ser governado como se fosse uma empresa. Foi ao ponto de criar uma estrutura ministerial que é como quem diz um conselho de administração. O Presidente e os vogais com os respectivos pelouros. Esta visão é interessante. Daqui a quatro anos, se as coisas não correrem bem, seremos aí uns 4 milhões de portugueses. Despedem-se! Vão para Espanha, para Cochinchina se quiserem, mas portugueses é que não podem ser. A alguns até se pagarão indemnizações se preciso for. E entretanto se o país não for viável, ou fecha-se ou deslocaliza-se. Vai ser tão giro ver arrastar a jangada até à Indonésia.

Publicado por Alves Fernandes às 10:15 AM | Comentários (0)

fevereiro 22, 2005

Amigos, amigos...

Eu não gosto muito de blogs estritamente políticos. Não tenho nada contra a que existam, obviamente. Mas como sou livre de ter preferências sou fã de blogs de temática mista. Com algumas excepções como por exemplo a Encandescente cujo tema é a poesia erótica de muita alta qualidade, ou alguns blogs de fotografia como o fragmagens ou a outsider, só para citar alguns, que rodam sempre à volta de um tema e que me apraz muito. No entanto, quase todos os blogs, com maior ou menor incidência, metem a sua colherada na política. Eu próprio o faço e faço-o porque sim (este ‘porque sim’ tem a intenção de explicar tudo). De muitos blogs já me tornei “amigo” e, sem conhecer pessoalmente os seus autores, sou um cyber-amigo sincero dos mesmos. Posso, assim, garantir-vos que pelo facto de os considerar, blogs e autores, como amigos, que me estou nas tintas que expressem opiniões de esquerda ou opiniões de direita quando enveredam pela opinião política. Mas uma coisa tenho de vos confessar: adorei ver alguns, nestes dias pós-eleições, com o rabinho entre as pernas. É que como dizem por aqui – amigos, amigos, negócios (políticos, acrescento eu) à parte!

Publicado por Alves Fernandes às 03:18 PM | Comentários (6)

TV Cabo - revisitada

E como vocês são tão maus, tão maus, acabei de anular os serviços pagos de TV que tinha convosco. O serviço básico segue dentro de momentos.

(a história completa em aqui, no PreDatado)

Publicado por Alves Fernandes às 12:09 PM | Comentários (2)

fevereiro 21, 2005

Olha, Olha

O gajo resuscitou. Sim esse mesmo, o PreDatado. Já não era sem tempo oh meu!

Publicado por Alves Fernandes às 05:05 PM | Comentários (2)

TVCabo

Hoje fui a uma loja da TV Cabo. Queria trocar a minha box antiga por uma digital. Não o pude fazer porque a TV Cabo estava sem Internet. Sem Netcabo. Só por piada é que a publicidade da NetCabo na TV pode ser tomada. Estive 25 minutos com a senha de vez na mão para ouvir isto da boca da assistente. Ah, é verdade, para quem não sabe a TVCabo é uma empresa privada. Os serviços de atendimento, na loja de Almada, poderiam ir fazer um estágio às repartições públicas. Pior formados não viriam de lá com certeza.

Publicado por Alves Fernandes às 04:35 PM | Comentários (1)

As minhas eleições (III)

Tenho andado um bocado em baixo de forma. Sinceramente vos digo que, para me arrancarem um sorriso alguns amigos meus têm feito um esforço hercúleo. Mas hoje tenho rido a bom rir com as desculpas que a direita tem engendrado para o resultado das eleições de ontem. E, meu caro José Pacheco Pereira, as mensagens dos seus leitores, que tem publicado no Abrupto, têm sido o meu livro de anedotas. Continue, meu caro, que eu preciso de rir um pouco mais. Faz-me bem.

Publicado por Alves Fernandes às 04:32 PM | Comentários (0)

As minhas eleições (II)

Confesso-vos que tenho medo das maiorias absolutas. Tive medo da do Cavaco, tive medo da do Durão/Portas e já estou receoso com a maioria do Sócrates. Não tem nada a ver com as mudanças de cadeiras, com a substituição dos dois ou três mil tachos que aí vêm, uns recuperando lugares dos quais foram corridos, outros mandando já para a lavandaria fatos e gravatas para se apresentarem bonitinhos nos novos jobs. Quero lá saber, isso é com eles. Do que eu tenho medo é da “ditadura” da maioria, mesmo num regime democrático. A Madeira é um exemplo. O argumento da estabilidade não colhe porque, estabilidade de governo não significa estabilidade social, estabilidade não significa, em absoluto, progresso. Durante quatro anos, as oposições vão lutar contra moinhos de vento e vão ser ignoradas. O BE e o PCP vão agitar no parlamento as bandeiras que os fizeram crescer nestas eleições, o PSD e o PP vão passar o tempo a contrariar as medidas que o PS quiser implementar, mas a maioria a todos vai fazer orelhas moucas. E como os jobs fazem falta aos boys, não haverá dissidências durante quatro anos. Ninguém vai vigiar ninguém.

PS. Apesar dos meus receios tenho alguma esperança de que o país saia da fossa em que Durão/Portas/Santana o deixou.

Publicado por Alves Fernandes às 10:04 AM | Comentários (2)

fevereiro 20, 2005

As minhas eleições (I)

1 - Esta maioria absoluta não me agrada. Seria, para mim, muito mais interessante que o PS fosse “vigiado” pelo BE e pelo PCP. Mas o povo é soberano.
2 – Agora já posso dizer. Votei BE e não me sinto efectivamente um vencedor.
3 – Penso que muitos analistas, quando pensam PCP, pensam velhos. Mas os “velhos” têm filhos e têm netos. A História não é para esquecer. Estou muito feliz com os resultados da CDU.
4 – Santana Lopes pode continuara a “viver” nas discotecas. As tias perdoam-lhe tudo.

Depois volto.

Publicado por Alves Fernandes às 11:04 PM | Comentários (2)

Sem imaginação para colocar um título

Rapei a escassa barba que me cobria o rosto. Tomei um banho de emoção. Aproximava-se um dos momentos mais importantes da minha vida. Tinha-me levantado mais cedo do que o habitual num dia que por norma deveria levantar-me tarde. Era feriado. Telefonei à minha namorada e perguntei-lhe se estava pronta. Saímos os dois e fomos enfrentar uma fila de muitos metros e de algumas horas. Nunca uma fila de espera me deixou tão excitado. Pouco importava, haveria de chegar a minha vez. Na cabine peguei no boletim e li, um a um, o nome dos partidos. Olhei os símbolos impressos, sem pressas. Tremi no momento de colocar a cruz. Era a minha primeira vez, foi há 30 anos.

Hoje preparo-me para fazer a barba mas não irei só com a minha namorada. Há dois frutos do eterno amor que nos acompanharão. E votarão também.

Que a mão não nos trema.

Publicado por Alves Fernandes às 11:41 AM | Comentários (4)

fevereiro 19, 2005

Monotonia

Mais uma vez não acertei o totoloto. Isto está a tornar-se monótono.

Publicado por Alves Fernandes às 11:18 PM | Comentários (3)

Muito bom

estar sentado no sofá, a ouvir calmamente o Jorge Palma e o "Norte".
E... em reflexão.

Publicado por Alves Fernandes às 11:54 AM | Comentários (1)

Olha eu...

aqui em profunda reflexão!

Publicado por Alves Fernandes às 01:26 AM | Comentários (1)

fevereiro 18, 2005

Gosto de compras electrónicas, sei lá...

Li hoje o texto que a cronista Carla Hilário Quevedo escreveu na Única do Expresso. Confesso que não conhecia Lupicínio Rodrigues e que ainda não conheço, pois, não tive oportunidade de fazer as devidas pesquisas com o tempo e a dedicação que o tema merece. Ao ler a ansiedade (o drama?) porque passou a Carla Quevedo dirigi-me à amazom dot com e verifiquei que existe à venda, por $63.99, a colectânea da Revivendo com um prazo de entrega entre 1 e 2 semanas. Eu sei que se a Carla Quevedo tivesse optado pela compra electrónica não teria tido a oportunidade de descrever o seu estado de alma com o chega-não chega. Mas que teria sido mais fácil e menos desgastante, acho eu que seria. Também quero dizer-lhe que não sou mais inteligente, mas apeteceu-me dar-lhe esta dica.

Publicado por Alves Fernandes às 06:18 PM | Comentários (3)

fevereiro 17, 2005

Campanha Eleitoral

Há quase 15 dias na rua e ainda não houve uma única coisa que me inspirasse a escrever sobre ela. Ou é de mim ou da dita.

Publicado por Alves Fernandes às 12:20 PM | Comentários (4)

fevereiro 15, 2005

Mentira

O Ministro das Finanças diz que os clubes de futebol devem. Os clubes, através de comunicados à imprensa, dizem que não devem. Uma das entidades está a mentir, ou o Ministro, ou os Clubes. Por favor parem com as brincadeiras e provem lá o que dizem. Quem paga a tempo e horas os seus impostos tem o direito à verdade.

Publicado por Alves Fernandes às 08:17 PM | Comentários (1)

Saudades

Há pessoas que fazem pausas nos seus blogs. Outros desistem definitivamente. Alguns destes e daqueles pertenceram, em tempos, à minha lista de consultas diárias, indispensáveis. Depois, quando reparo que são viagens sem regresso vou limpando a lista mas fica a nostalgia. Para falar verdade, apesar de apenas terem passado 8 dias que não a "vejo", a escrita da Encandescente faz-me falta. Não sei se volta se não, mas quero aqui dizer-te, que tenho saudades.

Publicado por Alves Fernandes às 01:02 PM | Comentários (4)

fevereiro 14, 2005

Cá para mim o Homem é comuna

Se D. Manuel Martins o diz, quem sou eu para comentar?

PS. Cá para mim o Bispo é comuna. Ai que pecado, vou já rezar 3 pais nossos e 30 avés-marias. Credo, com bispos assim quem é que precisa de jerónimos?

Publicado por Alves Fernandes às 04:17 PM | Comentários (2)

Valentíssimo.

Há um tal santo que inunda as montras com florzinhas vermelhas. Há uns hotéis que inundam as almofadas e as colchas brancas com pétalas de rosa. Nos jornais e nas revistas, na televisão e nas rádios inundam-se olhos e ouvidos de perfumes, sem cheiro. Dizem até que um tal de Cúpido tem andado a afiar as pontas das setas, para inundar de amor corações aos pares. Amanhã, será a limpeza do que resta das inundações e começam, as montras, os hotéis e as televisões a prepararem mais um dia de santo. De outro qualquer que o que é preciso é inundar de euros as carteiras destes inventores de dias.

Mas tu, Maria, tua sabes que não esperamos que nenhum dia internacional disto ou de aquilo chegue para inundarmos o nosso espaço de amor. É assim há muitos anos, é assim há muitos dias, é assim todos os dias. Para nós o S. Valentim chegou mansinho e alojou-se. Nunca saiu cá de casa.

Publicado por Alves Fernandes às 10:10 AM | Comentários (5)

fevereiro 12, 2005

Falar Bem

Vamos lá falar um bocadinho bem do Santana Lopes.

Basta! Está na hora de dizer Basta! Chega, também não é preciso exagerar.

Publicado por Alves Fernandes às 02:00 PM | Comentários (3)

fevereiro 10, 2005

Nem sei se isto é um post, tal é a minha indecisão...

Albânia

Durante alguns anos militei num, já extinto, partido da extrema-esquerda. Esse partido nunca foi governo e o máximo que conseguiu foi eleger um deputado em algumas eleições. Um dos seus modelos na Europa era a Albânia. Familiares e amigos diziam-me com frequência que “graças a Deus o teu partido nunca será governo. Seria a ‘albanização’ do país”. Quis Deus e as suas graças que viéssemos a ser governados, nos últimos trinta anos, pela troika PS/PSD/CDS. Hoje somos a Albânia da UE. Deus sempre gostou de escrever direito por linhas tortas.

Híbridos

O monitor de um curso de formação que assisti há muito tempo, insurgia-se contra os, na época, imergentes analistas-programadores. Depois de explicar os porquês da sua discordância costumava dizer: “Híbridos! Híbridos certificados só conheço o milho!”.
Os partidos da direita e do centro orgulham-se de nas suas hostes serem permitidas as tendências. Não assentam em bases ideológicas consistentes dando azo ao aparecimento de ismos internos, para gáudio e êxtase dos mass media. Ele é o Monteirismo, o Freitismo, o Portismo, o Cavaquismo, o Barrosismo, o Santanismo, o Soarismo, o Guterrismo e por aí fora. Na realidade são híbridos de clientelismo, essa sim a verdadeira base sócio-ideológica desses partidos. Podem continuar a atirar milho, que não comerei do prato deles.

Fracturantes

O velho rei andava triste. Mais de três dias passaram e nem um sorriso lhe saía dos lábios. Vieram palhaços e acrobatas, bobos e cães amestrados. Até que alguém, meio tolo, se lembrou: “e se déssemos de comer ao rei?”. No meio da refeição o rei soltou uma gargalhada. “De que rides, senhor meu pai?”, perguntou a princesa. “É dos cães de ontem”.
As questões fracturantes são importantes. É inegável. O casamento de homossexuais, a eutanásia, a clonagem de embriões humanos, a adopção pelos homossexuais, a liberalização das drogas leves. Mas o povo ainda tem fome. E enquanto o povo não comer não vai sequer se lembrar dos cães de ontem. Portanto, meus caros amigos, acho que desta vez não contam comigo.

Publicado por Alves Fernandes às 02:54 PM | Comentários (4)

fevereiro 09, 2005

Malvada Febre!

Finalmente senti fome. Quase consegui almoçar. Já não é mau sinal, embora neste momento esteja com febre.

Não é muito elevada, no entanto devo estar em delírio. Estava a ver imagens de uma conferência de imprensa ontem dada por Santana Lopes. O PM não estava a falar de actos da governação. Estava a fazer campanha eleitoral. É por isso que eu acho que ainda estou com os delírios da febre. Aquilo parecia-me o palácio de São Bento. Ai desgraçada febre que me fazes ver palácios onde há palanques!

Publicado por Alves Fernandes às 03:53 PM | Comentários (8)

fevereiro 08, 2005

Carnaval

Passei 4 dias, com a cabeça enfronhada. A febre raramente baixou sem benurons, a tosse mesmo com mel persiste, estou sem capacidade de abrir os olhos e das notícias dos últimos dias apenas fixei o resultado do Benfica. Se melhores dias vierem, melhores posts virão.

Publicado por Alves Fernandes às 09:58 PM | Comentários (9)

fevereiro 04, 2005

Nomes Sérios

A propósito deste post da Catarina, e agradecendo a inspiração, fiquem a saber que apesar do posted by Alves Fernandes, quem escreve aqui é Herr Von Alphis und Ferdinandsch. Assim também tenho um nome de linhagem e maináda!

PS. Und nichts sonst!

Publicado por Alves Fernandes às 04:09 PM | Comentários (5)

Debate #4

A minha última nota sobre o debate. Com este quase a chegar ao fim, e sem ter ouvido nada sobre os problemas da nossa agricultura, o fomento do turismo, a recuperação das pescas, a resolução dos problemas da saúde ou da educação, a modernização da justiça e a curva de desconfiança actual em relação à mesma, nem da recuperação económica ou da nossa co-relação de forças face às novas adesões à UE, perguntava eu aos meus botões: "mas estes tipos vão passar 4 anos a aumentar as pensões dos idosos e a despedir gajos na função pública?", eis se não quando tive a resposta às minhas inquietações. Afinal eles também vão tratar da clonagem, do casamento entre homossexuais e da eutanásia. Ufa! Estava a ver que não.

Publicado por Alves Fernandes às 11:18 AM | Comentários (2)

Debate #3

Acabaram de me dizer que afinal as propostas sobre a saúde não foram discutidas porque ficaram em fila de espera.

Publicado por Alves Fernandes às 09:43 AM | Comentários (1)

Debate #2

Gostei da discussão no que disse respeito ao tema da educação. Como já não é uma paixão para o PS, parece ser o PSD a liderar as propostas aos portugueses. Ainda ontem, Santana Lopes avançou com os estágios profissionais para os idosos. A minha mãe, que tem 73 anos, ficou entusiasmada e telefonou-me de imediato a perguntar-me qual seria o mais adequado para ela.

Publicado por Alves Fernandes às 09:32 AM | Comentários (0)

fevereiro 03, 2005

o debate #1

Afinal das contas vi o debate. Zero de ideias, zero de inovações, zero de propostas para um Portugal melhor, para uma vida melhor dos portugueses. Estou-me cagando, literalmente cagando, para as análises dos politólogos do tipo quem ganhou o debate. Com debates destes, quem perdeu de novo foram os portugueses. As declarações finais a pedir votos aos portugueses foi pior do que as dos vendedores de borda de água e pensos rápidos nos restaurantes e nos sinais luminosos. Ao menos esses pedem uma moedinha sem prometerem nada de falso.

Publicado por Alves Fernandes às 10:19 PM | Comentários (1)

Presidentes da Câmara dos pequenitos

Não sei se verei o anunciado debate televisivo entre os chefes do PS e do PSD. Estou sobejamente farto de coisa nenhuma. Ao fim de 28 anos de governos do PS e do PSD, aqui ali salpicados por CDS de Freitas, Portas, Limianos e Companhia, todos estes senhores dever-se-iam envergonhar do país que construíram. Um país da fraude fiscal, um país de meio milhão de desempregados, um país de 2 milhões de pobres, um país de filas de espera de anos para uma consulta médica, um país de baixíssima produtividade e de salários e reformas miseráveis, um país infraestruturalmente pobre e algumas vezes assassina (vejam-se os IPs que se construíram), um país da venda dos principais interesses estratégicos ao estrangeiro, um país sem uma efectiva política de educação, de justiça, de saúde, de ciência e investigação científica, um país onde patrões fecham as fábricas sem dar cavaco a ninguém, um país de subsídios, um país de corrupção. Este país que 30 anos depois da Revolução não soube aproveitar nenhuma das boleias que lhe foram dadas, que cai a toda a hora do comboio em andamento.

Não caio naquela de dizer que são todos iguais. Não são não senhor. Os meios são diferentes. Mas os resultados são os mesmos. Um país cada vez mais miserável, com governantes que seriam incapazes de dirigir uma câmara municipal.

Estou farto de mais do mesmo, estou cansado da palhaçada. Nem o Carnaval me anima.

Publicado por Alves Fernandes às 12:29 PM | Comentários (3)

fevereiro 02, 2005

Vinte anos, vinte!

Sábado de uma manhã fria. Com algum custo físico mas eivada de alegria e plena de determinação, entrou no carro. Ao contrário de ontem, hoje não seria ela a conduzir. O marido deixou-a à porta da maternidade e seguiu para o emprego. Ao meio da manhã trocaram algumas palavras pelo telefone. Combinaram almoçar. E almoçaram juntos. Ele nervoso, indisfarçavelmente nervoso. Ela calma, obviamente calma. Poder-se-ía dizer espantosamente calma, mas nela isso seria inadequado. A sua calma é inata, natural, intrínseca. E apenas isso é que é espantoso.
- Queres que te leve?
- Não é preciso, vou a pé.
Subiu paulatinamente a Fontes. Do Marquês às Picoas. A distância não é grande para quem não tem um filho com nove meses no seio. Mas ela tinha. Ao meio da tarde, finalmente, era a hora de ele se aproximar. Foram juntos ter o filho e foi ela quem lhe pediu calma e coragem. Terna e brava. Foi hoje, há 20 anos.

O João nasceu.

(…)

Cuidado com os escolhos
Porque nesta vida os há.
Escuta atento, abre os olhos,
Que o Sol te sorrirá!

In “Amo-te” de Alves Fernandes, um excerto para o João.

Parabéns meu querido! Tu és uma parte de mim.

Publicado por Alves Fernandes às 01:20 AM | Comentários (13)

fevereiro 01, 2005

Telhados

Sobram-nos poucos dias de lua. Aos poucos o luar esvai-se para que a lua-nova escureça os céus. Subo nos telhados e fico quieto. Olhas-me a silhueta desenhada no cinzento azul. Atacas o meu sossego e roço-te carinhosamente. Depois do grito enlaçamo-nos e esperamos juntos a manhã. Um pequeno pássaro virá terminar a nossa letargia. Mas ainda é cedo, isso só será depois, muito depois. Por agora vamos esperar que a sombra inunde os telhados.

Publicado por Alves Fernandes às 12:06 AM | Comentários (3)