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fevereiro 21, 2005
As minhas eleições (II)
Confesso-vos que tenho medo das maiorias absolutas. Tive medo da do Cavaco, tive medo da do Durão/Portas e já estou receoso com a maioria do Sócrates. Não tem nada a ver com as mudanças de cadeiras, com a substituição dos dois ou três mil tachos que aí vêm, uns recuperando lugares dos quais foram corridos, outros mandando já para a lavandaria fatos e gravatas para se apresentarem bonitinhos nos novos jobs. Quero lá saber, isso é com eles. Do que eu tenho medo é da “ditadura” da maioria, mesmo num regime democrático. A Madeira é um exemplo. O argumento da estabilidade não colhe porque, estabilidade de governo não significa estabilidade social, estabilidade não significa, em absoluto, progresso. Durante quatro anos, as oposições vão lutar contra moinhos de vento e vão ser ignoradas. O BE e o PCP vão agitar no parlamento as bandeiras que os fizeram crescer nestas eleições, o PSD e o PP vão passar o tempo a contrariar as medidas que o PS quiser implementar, mas a maioria a todos vai fazer orelhas moucas. E como os jobs fazem falta aos boys, não haverá dissidências durante quatro anos. Ninguém vai vigiar ninguém.
PS. Apesar dos meus receios tenho alguma esperança de que o país saia da fossa em que Durão/Portas/Santana o deixou.
Publicado por Alves Fernandes às fevereiro 21, 2005 10:04 AM
Comentários
Os problemas são demasiado importantes para que não sejam enfrentados com verdade e rigor por todos os intervenientes
Eu quero acreditar
Publicado por: Papo-seco em fevereiro 21, 2005 01:21 PM
Não sou de fazer figas mas é só isso que me apetece...
Publicado por: tounalua em fevereiro 22, 2005 06:41 PM