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dezembro 10, 2004
Espírito Natalício
No meu tempo de criança não era costume falar do Pai Natal. Para nós eram as prendas do menino Jesus. E fazia sentido, isto é, tendo o menino Jesus acabado de nascer e tendo os Reis Magos ido fazer-lhe ofertas, era normal que esse misticismo se passasse às crianças “encarnando” o menino Jesus e recebendo presentes. Mais tarde fomos confrontados com a chegada do Pai Natal, não sei se montado numa garrafa de Coca-Cola, se efectivamente num trenó puxado por renas. Assim, na minha infância nunca tive aquele problema de ter de descobrir se o pai Natal existia ou não. Nunca tive aquele desgosto ou frustração, que muitos relatam, quando descobriram que efectivamente não era o velho das barbas, vestido de vermelho que lhes ía deixar as prendas no sapatinho. Só uma coisa ainda me faz confusão. È nunca ter visto os camelos estacionados na minha porta. Afinal de contas, os Reis Magos existem ou não?
Publicado por Alves Fernandes às dezembro 10, 2004 03:58 PM
Comentários
Já agora, se o Pai Natal realmente existe e entra nas nossas casas pela chaminé, porque é que eu vejo tantos "pais natais" pendurados nas varandas dos vizinhos? Como é que eu agora vou explicar uma coisa destas às miúdas? É que cria-se aqui um conflito muito difícil de gerir.
Publicado por: BA em dezembro 10, 2004 04:11 PM
BA, diz ás miúdas que aqueles que estão nas varandas são macaquinhos de imitação.
Publicado por: Alves Fernandes em dezembro 10, 2004 05:29 PM
Na minha casa também se falava do Menino Jesus. Escrevia-se uma carta antes do Natal a fazer os pedidos. Eu queria muito um bicicleta. Decidi escrever a carta no papel mais bonito que tinha para o convencer melhor da minha vontade. E fiquei à espera. Claro que a bicicleta não veio. Passado uns dias descobri a minha carta na gaveta da minha mãe. Foi assim que soube que não tinha sido ele a levá-la. Um dos meus primeiros desgostos.
Beijo
Publicado por: Monalisa em dezembro 10, 2004 09:30 PM
Sempre ouvi em criança, falar que quem dava as prendas era o pai natal. Punhamos o sapato na chaminé, e quando era meia noite, alguém tocava uma sineta, e iamos todos a correr para a cozinha para ver as prendas.
Acreditavamos no pai natal até muito tarde. Talvez fosse-mos mais ingénuos. Mas é tão bom ser criança, e tudo isto fazia parte do seu mundo imaginário.
Um bom fim de semana. Augusto
Publicado por: misswyoming em dezembro 11, 2004 06:37 PM
acreditando que sim, já devem estar bem entradotes...e com um esquema de dinheiros manhoso: não é qualquer um que oferece ouro e depois ainda se vai pôr às voltas pelo mundo a oferecer mais brinquedos...
Publicado por: caxopa em dezembro 12, 2004 11:01 AM